26 fevereiro 2024

O Ikigai e a busca pelo propósito de um negócio

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O Ikigai e a busca pelo propósito de um negócio

O termo japonês Ikigai significa dar um sentido à vida e é uma estratégia que pode ser, sim, aplicada aos negócios: veja os seus passos e como aplicar no propósito de um negócio

O Japão introduziu conceitos que passaram a integrar o mundo dos negócios, como o Kaizen (em uma tradução simples, significa a constante busca pelo melhor) e o Lean Manufacturing (produção enxuta para reduzir o desperdício e aprimorar a qualidade). No entanto, há outro termo menos conhecido e que pode auxiliar muitos empreendedores a encontrar o propósito de um negócio: o Ikigai.

Uma filosofia inicialmente pensada para as pessoas, o Ikigai significa dar sentido à vida, seja por meio da sua profissão, de uma atividade pela qual se é apaixonado, uma prática esportiva ou um estilo de vida. Por que esta lógica não poderia ser transferida para as empresas, facilitando que se encontre o propósito de um negócio?

No livro Ikigai: Os cinco passos para encontrar seu propósito de vida e ser mais feliz, o neurocientista e escritor japonês Ken Mogi afirma que é possível implantar essa filosofia em cinco passos:

1. Começar pequeno – Isso significa desfrutar do processo e tirar os aprendizados necessários.

2. Libertar-se – Muitas boas ideias não saem do papel por crenças – no caso das empresas, políticas ou determinações que inibem a criatividade.

3. Harmonia e sustentabilidade – Aprender com os erros, fazer as correções e seguir em frente.

4. A alegria das pequenas coisas – Identificar as vitórias conquistadas no processo.

5. Estar no aqui e agora – Para aprender e melhorar, as pessoas precisam viver o presente e não sofrer pelo passado ou pelo futuro, a exemplo do que acontece no mindfulness.

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O propósito de um negócio

Um dos ensinamentos de Mogi é que ter Ikigai significa ter “um valor pelo qual viver”. É justamente aí que o conceito japonês e a busca por um propósito por parte das empresas se encontram. 

“Encontrar ikigai em um ambiente ou, na verdade, em qualquer ambiente, pode ser visto como uma forma de adaptação, principalmente no contexto de aptidão mental”, afirma o autor.

O propósito de um negócio – o seu Ikigai – está no encontro entre quatro áreas de uma empresa: a paixão, a missão, a vocação e a profissão. Isso pode ser respondido em algumas questões:

– O que queremos fazer?

– Qual o impacto que queremos causar?

– Quanto queremos cobrar por isso?

– Somos excelentes no que fazemos?

O autor cita profissionais que se especializaram em suas funções em níveis extraordinários, de modo que se tornaram referências em suas áreas, caso de um chef de um restaurante com três estrelas Michelin, com uma atenção a todos os detalhes de seu processo, começando pela escolha do peixe.

Ou seja, em termos motivacionais e de gestão, a empresa pode estabelecer seus objetivos e transmiti-los de forma clara aos seus colaboradores. O desafio, neste caso, está em mostrar a importância de valorizar o processo e de cuidar com os detalhes que interferem no resultado final e na forma como isso é enxergado pelo seu público.

“Em geral, há demora entre as ações e as recompensas. Se você consegue fazer o processo de tornar o esforço sua fonte primária de felicidade, você teve sucesso no desafio mais importante de toda a sua vida”, diz Mogi.

Da perspectiva de uma empresa, é preciso que este conceito não seja apenas falado, mas incorporado à rotina até se tornar algo intrínseco à operação.

Foco no que realmente importa

Em um mundo no qual somos absorvidos por distrações constantes e convidados constantemente a abraçarmos mais tarefas, é difícil estar no “aqui e agora”. Não é à toa, portanto, que o conceito de Ikigai se relaciona com a atenção plena defendida pelo mindfulness, conceito que explicamos no blog.

Neste contexto, uma das sugestões de Mogi é de que as pessoas e as empresas adotem uma filosofia oriunda do termo japonês kodawari. É uma abordagem pela qual as pessoas tomam “cuidado extraordinário com detalhes bem pequenos”.

O ponto não está em se tornar a pessoa “orientada a detalhes” que trava o processo produtivo de um negócio, mas identificar a importância desse cuidado e como eles impactam o resultado final. 

O propósito de um negócio – independentemente de qual seja – estará mais perto de ser atingido se os colaboradores estiverem presentes nas pequenas tarefas do dia a dia, que, no conjunto, concluem os grandes projetos.

Uma empresa que identificou o seu propósito não corre o risco de sofrer o que o autor chama de “ilusão de foco”. De acordo com ele, este conceito “vem da ideia que você pode direcionar seu foco para um aspecto particular da vida a ponto de acreditar que toda a sua felicidade dependa dele”. 

É a mesma lógica com as empresas, que, por vezes, ficam estagnadas ou não encontram meios de superar dificuldades. Já pensou nisso?

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