30 agosto 2022

Loja autônoma: o exemplo da Amazon Go

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Loja autônoma: o exemplo da Amazon Go

Tecnologias permitem o desenvolvimento de um varejo sem a presença de caixas, no qual o cliente é cobrado via aplicativo ao levar os itens para fora do espaço da loja

A Amazon surgiu como uma grande revolução para o varejo no mundo digital. A loja ficou consagrada por ter apostado em um modelo de venda exclusivamente digital há mais de 20 anos. De repente, a companhia resolveu fazer o movimento inverso: sair do digital para o físico, com o desenvolvimento de uma loja autônoma.

Batizada de Amazon Go, a marca conta com 27 lojas espalhadas em quatro estados dos Estados Unidos. A primeira experiência com o modelo da loja ocorreu em Seattle, no noroeste dos EUA, uma cidade conhecida por ter escritórios importantes das principais empresas de tecnologia do globo, como Google, Facebook, Amazon e a Microsoft, que nasceu na região.

Mas o que é uma loja autônoma? Basicamente, é um varejo que não necessita de mão de obra (exceto para a reposição de itens ou atendimentos específicos). A ideia é que o cliente entre, escolha o que vai levar e saia da loja, com a cobrança ocorrendo imediatamente via aplicativo, sem precisar de caixas ou filas. Isso explica o nome da loja: Amazon Go, do verbo “ir”, em inglês.

Além disso, o modelo já se expandiu para fora dos EUA, pois há lojas com o mesmo conceito em Londres, onde se chama “Amazon Fresh”: o cliente retira os produtos e apenas sai, sem se preocupar em passar por um caixa.

Mas como funciona esse tipo de loja?

Para viver essa experiência, o cliente precisa ter o aplicativo da Amazon instalado no celular, com o cadastro de um cartão de crédito e uma conexão com a internet – que é ofertada nas lojas. A partir disso, não há segredo. É uma experiência de compra comum, sem a necessidade de escanear QR Codes, por exemplo.

O cliente simplesmente escolhe os produtos desejados e os retira da gôndola. As câmeras e as tecnologias presentes são capazes de perceber esse movimento e inserem automaticamente na fatura. Se mudar de ideia e devolver o produto, ele sai automaticamente do carrinho de compras.

Para validar o modelo de sua loja autônoma, a Amazon optou por uma seleção de produtos mais naturais e com grande foco em refeições rápidas, com itens montados pensando no café da manhã, almoço e jantar, além de seleção de cervejas e vinhos. Em Seattle, a empresa manteve a equipe de cozinheiros operando ao lado da loja, sendo visualizados por uma vitrine.

Apesar do conceito de loja autônoma, há funcionários rodando o espaço para atender os clientes e fazer checagens, especialmente em relação à compra de bebidas alcoólicas (proibida nos EUA para pessoas com menos de 21 anos). 

Atualmente, a marca conta com dois modelos de loja autônoma: a Amazon Go serve café da manhã, almoço, jantar e lanches prontos; a Amazon Go Grocery produz jantares prontos e conta com utensílios domésticos.

A tecnologia por trás da loja autônoma

Basicamente, o conceito da Amazon Go nasceu para solucionar algo que incomoda a maioria dos clientes em supermercados ou lojas de conveniência: as filas.

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Para isso, a lógica por trás de seu funcionamento é semelhante a dos carros autônomos, com um misto de tecnologias como Internet das Coisas (conectando sensores nas gôndolas e câmeras), machine learning (aprendizado contínuo e profundo dos algoritmos e softwares), visão computacional, entre outras.

A ideia é que, assim como os carros autônomos acompanham o veículo e o seu entorno, a tecnologia seja capaz de monitorar tudo o que acontece em seu espaço. Para isso, os sensores e as câmeras trabalham de forma simultânea com softwares inteligentes, visando acompanhar o espaço de forma integral.

Na comparação com os carros autônomos, trata-se de um meio muito mais previsível e simples do que dirigir veículos, que estão em movimento, com uma série de elementos completamente fora do controle. Ao perceber a retirada de um item, o sistema automaticamente marca no aplicativo da pessoa, graças à conectividade e os algoritmos de funcionamento desenvolvidos.

No Brasil, esta experiência ainda parece distante da realidade por questões de comportamento do consumidor e por outros aspectos mais graves, como a situação socioeconômica e de segurança pública. No entanto, aos poucos, muitos estabelecimentos estão investindo nos self-checkouts, que parecem estar caindo no gosto popular e são o passo inicial para este movimento.

Este é o primeiro passo para que as companhias possam fazer novos investimentos rumo a uma loja autônoma de verdade, como a desenvolvida pela Amazon, inclusive podendo ser um diferencial e um atrativo para uma locação comercial.  

Confira outros empreendimentos inovadores em Curitiba.

(Imagem: Pexels)

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